A nostalgia é algo frequente em mim, mas só é ruim quando acompanhada de sua amiga melancolia. Não se trata propriamente de remorso, mas de um conformismo com aquilo que não se pode mudar. As lágrimas podem descer mas a dor não é insuportável, não dilacera. Ela é constante e pode até ser pior, mas há uma 'convertibilidade' que só a melancolia possui.
É algo que experimentei por um longo período. Minha melancolia era um misto das dores frequente do sonhador que não aceita a realidade e está sempre em conflito com ela. Costumava detestá-la e colorí-la com meus sonhos, falseá-la. Essas contradições, somadas com dores particulares: o devir opressor, as decepções, o amor falso e a vida mal vivida; tudo isso azeda a existência, faz feder o hálito mais exuberante da natureza. Esse estado de lenta putrefação nos prostra em desespero crescente, mas... traz um grande consolo.
Toda a dor da melancolia nasce de um processo racional ou através de um instinto de 'tomar consciência' das mudanças, processos, do desenrolar da vida, de nascer para um mundo racional que absorve e interpreta esses dados. Com o tempo, essa dor da percepção pode ser 'convertida' em uma nova consciência, uma universalização que concilia as contradições, as une em um tecido complexo, mas que faz sentido.
O que ocorreu comigo foi perceber a imensa vulnerabilidade do meu coração, presa das tristezas constantes da melancolia, pressionado por essas dores. A minha reabilitação se deu pelo entendimento da minha situação, pelo debruçar nos meus vícios e problemas, minhas limitações. Entender o que se passa, encontrar um sentido para esses tropeços todos, isso me doeu de forma dilacerante. Entre as decepções, o mais duro foi ver com esses meus olhos como a vida me escapou dos dedos...
Acho que o remorso diante da vida que escorre como água pelos dedos merece um post dedicado a ele.
É algo que experimentei por um longo período. Minha melancolia era um misto das dores frequente do sonhador que não aceita a realidade e está sempre em conflito com ela. Costumava detestá-la e colorí-la com meus sonhos, falseá-la. Essas contradições, somadas com dores particulares: o devir opressor, as decepções, o amor falso e a vida mal vivida; tudo isso azeda a existência, faz feder o hálito mais exuberante da natureza. Esse estado de lenta putrefação nos prostra em desespero crescente, mas... traz um grande consolo.
Toda a dor da melancolia nasce de um processo racional ou através de um instinto de 'tomar consciência' das mudanças, processos, do desenrolar da vida, de nascer para um mundo racional que absorve e interpreta esses dados. Com o tempo, essa dor da percepção pode ser 'convertida' em uma nova consciência, uma universalização que concilia as contradições, as une em um tecido complexo, mas que faz sentido.
O que ocorreu comigo foi perceber a imensa vulnerabilidade do meu coração, presa das tristezas constantes da melancolia, pressionado por essas dores. A minha reabilitação se deu pelo entendimento da minha situação, pelo debruçar nos meus vícios e problemas, minhas limitações. Entender o que se passa, encontrar um sentido para esses tropeços todos, isso me doeu de forma dilacerante. Entre as decepções, o mais duro foi ver com esses meus olhos como a vida me escapou dos dedos...
Acho que o remorso diante da vida que escorre como água pelos dedos merece um post dedicado a ele.
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