Suponho que deve haver um limite de tolerância para certas coisas, uma linha que marca as fronteiras do aceitável e do 'não-é-de-sua-conta'. Eu não creio que possa impedir as pessoas de se meterem na minha vida, é direito delas, de algumas delas. Até certo ponto. Voltamos à 'distância'.
Existe uma certa classe de pessoas que pensam que podem criticar tudo, que podem submeter tudo a seu crivo, seus juízos pretensamente universais, sua visão de mundo tão bem estabelecida, sua filosofia moral. Na maioria das vezes elas nem tem base alguma. Ou muito pouca. E sua consciência de sua própria sabedoria é extremamente variável. Além disso, elas não podem se imiscuir assim na vida das pessoas, tendo ou não, uma base moral firme.
Creio que em tempos de moral tão subjetiva, tão instável, não seja possível fazer um juízo sério das pessoas. Há tempos atrás tínhamos os mestres, os filósofos, as religiões. Isso mudou, esses guias parece que perderam sua credibilidade com os avanços da ciência psicológica, com as críticas dos grandes desbravadores da alma humana como Dostô, Nietzsche, Stendhal, entre outros. Perdemos esse contato.
Outro ponto é a facilidade das redes sociais de interligar toda a internet em torno de um certo padrão flutuante de comportamentos, humor, atitude, um sentimento hipster constante e mutante, uma nerdisse falsa, uma imposição de padrões. O que se consegue é uma uniformização imposta pelas críticas e bullying sempre frequente em vista disso. Não é crítica racional não, é bullying mesmo, quase sempre inconsciente.
Então nos tornamos pequenos monstros que desprezam todo a história moral da humanidade e viramos críticos ferrenhos, de forma quase irracional, de tudo que desafie essa nossa padronização. Aí você não pode culpar ninguém por se sentir ofendido quando você se torna vítima de certas críticas, mesmo as mais idiotas. Você sempre se submeteu, sempre foi parte do sistema, sempre soube que seus esforços pra se submeter eram esforços pra não ser ridicularizado. É como na vida real, mas mais intenso, e menos vívido, mas não menos traumático.
Por isso digo que a internet não tem de ser temida como algo pior que a vida. É a mesma coisa. A internet é o que fazemos dela. Assim como a vida social.
Talvez eu devesse voltar aos velhos mestres, sim, é o caminho mais acertado. E tem outra coisa: na vida real você sempre será cobrado pelas coisas mais absurdas só se você ABRIR a porta da sua intimidade pras pessoas. E se você, como eu, tem facilidade em se abrir, você tem facilidade em deixarem os outros entrarem e colocarem as mãos sujas no seu coração; eles entram, pegam de forma sacrílega seus preciosos ícones, apertam-nos, esmagam, avaliam, medem, julgam tudo, nada deixam intocado.
“Onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração” Mateus 6: 19-21
Existe uma certa classe de pessoas que pensam que podem criticar tudo, que podem submeter tudo a seu crivo, seus juízos pretensamente universais, sua visão de mundo tão bem estabelecida, sua filosofia moral. Na maioria das vezes elas nem tem base alguma. Ou muito pouca. E sua consciência de sua própria sabedoria é extremamente variável. Além disso, elas não podem se imiscuir assim na vida das pessoas, tendo ou não, uma base moral firme.
Creio que em tempos de moral tão subjetiva, tão instável, não seja possível fazer um juízo sério das pessoas. Há tempos atrás tínhamos os mestres, os filósofos, as religiões. Isso mudou, esses guias parece que perderam sua credibilidade com os avanços da ciência psicológica, com as críticas dos grandes desbravadores da alma humana como Dostô, Nietzsche, Stendhal, entre outros. Perdemos esse contato.
Outro ponto é a facilidade das redes sociais de interligar toda a internet em torno de um certo padrão flutuante de comportamentos, humor, atitude, um sentimento hipster constante e mutante, uma nerdisse falsa, uma imposição de padrões. O que se consegue é uma uniformização imposta pelas críticas e bullying sempre frequente em vista disso. Não é crítica racional não, é bullying mesmo, quase sempre inconsciente.
Então nos tornamos pequenos monstros que desprezam todo a história moral da humanidade e viramos críticos ferrenhos, de forma quase irracional, de tudo que desafie essa nossa padronização. Aí você não pode culpar ninguém por se sentir ofendido quando você se torna vítima de certas críticas, mesmo as mais idiotas. Você sempre se submeteu, sempre foi parte do sistema, sempre soube que seus esforços pra se submeter eram esforços pra não ser ridicularizado. É como na vida real, mas mais intenso, e menos vívido, mas não menos traumático.
Por isso digo que a internet não tem de ser temida como algo pior que a vida. É a mesma coisa. A internet é o que fazemos dela. Assim como a vida social.
Talvez eu devesse voltar aos velhos mestres, sim, é o caminho mais acertado. E tem outra coisa: na vida real você sempre será cobrado pelas coisas mais absurdas só se você ABRIR a porta da sua intimidade pras pessoas. E se você, como eu, tem facilidade em se abrir, você tem facilidade em deixarem os outros entrarem e colocarem as mãos sujas no seu coração; eles entram, pegam de forma sacrílega seus preciosos ícones, apertam-nos, esmagam, avaliam, medem, julgam tudo, nada deixam intocado.
“Onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração” Mateus 6: 19-21
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