Preciso desabafar hoje. Bem, existe a distância nos relacionamentos, da qual falei em posts anteriores. Lembro de ter mencionado que o risco da distância é ela se tornar distante demais e te forçar a criar uma falsa imagem de si mesmo e essa 'máscara' costuma levar amizades pro inferno junto com ela. E é difícil mantê-la, difícil, falso e doloroso. É preciso ser verdadeiro, sim, mas mantendo o pudor. Suponho que essa regra de Nietzsche, que é minha regra também, tem sido violentada por mim...
Não pela profundidade, não, ainda sou capaz de dizer a mim mesmo coisas que não digo em público e sou capaz de me revelar aos poucos e sou igualmente capaz de me descrever e falar de mim sem ser falso e, ainda assim, usando essas informações pra me esconder. São habilidades necessárias, ou algo como instinto de sobrevivência? Talvez seja só fraqueza mesmo, e eu esteja usando de pequenas convicções e pseudo-filosofias para fugir do combate social, penoso e que exige esforço? O que sei é que tal distância é muito difícil de medir e é complicado querer que isso te 'salve' de embaraços. Não há salvação, o embaraço é que une, não é a elegância, a beleza, a força, não!, é a debilidade, a vergonha, aquelas coisas que te expõem e criam uma fraternidade através da dor, da dor transfigurada em riso pela vida que se celebra... agora sim é filosofia! É algo real!
Anyways, a minha falha foi a dissipação, o que me é algo natural. Ou algo patológico. Dissipar-me em múltiplos interesses e amigos, em muitas coisas e pessoas, absorver tudo à minha volta. Isso me conforta, me adapta ao local, diminui o sofrimento, é um atalho, mas... é um caminho de falsidade. Uma estrada sem destino certo, sem destino nenhum. Devo dizer que ser muito seletivo quanto a interesses só pode ser motivo de sofrimento, preferir esse ou aquele grupo pode criar uma limitação muito grande, te fechar em visões muito estreitas de mundo, mas... essa dispersão, essas dúvidas, esse oscilar para lá e para cá, isso não me faz bem e venho pensando há tempos em ser mais sincero comigo mesmo, lutar mais para ser mais autêntico e menos disperso. Que essa dispersão é vontade de nada, é niilismo.
Falando de saudade, é outra coisa que vem me perturbando à exaustão. Apesar disso, é a saudade meu único critério pra definir o quanto tal pessoa é importante pra mim, o quanto ela me influencia (inspira, influencia é meio polêmico), como essa pessoa me atrai e o quanto de dor eu sinto por não tê-la sempre, ou a maioria do tempo, comigo. Uma dessas pessoas deu o empurrão que eu precisava para converter esses processos existenciais em projetos verdadeiros de mudança de mentalidade, e exatamente porque confio que essa pessoa quer o meu bem, se preocupa comigo e bem... é uma pessoa fantástica. Saudade é um bom critério, é um referencial de qualidade, de sentimento verdadeiro.
Saudade que pesa, que arrasta, que desgosta, mas é boa. É boa porque me revela a verdade, me ajuda a afastar o que me faz mal, o que não me inspira nada além de saudade de uma sombra de sentimento, de uma máscara, de um uso das pessoas. Estou me afastando... silenciosamente.
Não pela profundidade, não, ainda sou capaz de dizer a mim mesmo coisas que não digo em público e sou capaz de me revelar aos poucos e sou igualmente capaz de me descrever e falar de mim sem ser falso e, ainda assim, usando essas informações pra me esconder. São habilidades necessárias, ou algo como instinto de sobrevivência? Talvez seja só fraqueza mesmo, e eu esteja usando de pequenas convicções e pseudo-filosofias para fugir do combate social, penoso e que exige esforço? O que sei é que tal distância é muito difícil de medir e é complicado querer que isso te 'salve' de embaraços. Não há salvação, o embaraço é que une, não é a elegância, a beleza, a força, não!, é a debilidade, a vergonha, aquelas coisas que te expõem e criam uma fraternidade através da dor, da dor transfigurada em riso pela vida que se celebra... agora sim é filosofia! É algo real!
Anyways, a minha falha foi a dissipação, o que me é algo natural. Ou algo patológico. Dissipar-me em múltiplos interesses e amigos, em muitas coisas e pessoas, absorver tudo à minha volta. Isso me conforta, me adapta ao local, diminui o sofrimento, é um atalho, mas... é um caminho de falsidade. Uma estrada sem destino certo, sem destino nenhum. Devo dizer que ser muito seletivo quanto a interesses só pode ser motivo de sofrimento, preferir esse ou aquele grupo pode criar uma limitação muito grande, te fechar em visões muito estreitas de mundo, mas... essa dispersão, essas dúvidas, esse oscilar para lá e para cá, isso não me faz bem e venho pensando há tempos em ser mais sincero comigo mesmo, lutar mais para ser mais autêntico e menos disperso. Que essa dispersão é vontade de nada, é niilismo.
Falando de saudade, é outra coisa que vem me perturbando à exaustão. Apesar disso, é a saudade meu único critério pra definir o quanto tal pessoa é importante pra mim, o quanto ela me influencia (inspira, influencia é meio polêmico), como essa pessoa me atrai e o quanto de dor eu sinto por não tê-la sempre, ou a maioria do tempo, comigo. Uma dessas pessoas deu o empurrão que eu precisava para converter esses processos existenciais em projetos verdadeiros de mudança de mentalidade, e exatamente porque confio que essa pessoa quer o meu bem, se preocupa comigo e bem... é uma pessoa fantástica. Saudade é um bom critério, é um referencial de qualidade, de sentimento verdadeiro.
Saudade que pesa, que arrasta, que desgosta, mas é boa. É boa porque me revela a verdade, me ajuda a afastar o que me faz mal, o que não me inspira nada além de saudade de uma sombra de sentimento, de uma máscara, de um uso das pessoas. Estou me afastando... silenciosamente.
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