sábado, 3 de setembro de 2011

"Porque o essencial é invisível aos olhos"

Minha impressão mais profunda ao ler o Pequeno Príncipe no fim da adolescência foi de muito amor, não qualquer amor ou um amor específico, mas um amor muito grande pela humanidade. A humanidade concreta, não a ideia 'humanidade'. Existiram outras impressões menos profundas, menos claras, outras bem sentimentais. Aliás sentimentalismo é a palavra que eu buscava, tornei-me sentimental demais nos períodos de leitura, sentimental até com o próprio livro, com a raposinha, com a rosa. Complicado isso.


Lembro de sentir uma reviravolta na minha vida interior: uma tristeza muito grande, uma melancolia profunda, todas essas coisas lindas e maravilhosas que moralizam de dentro, que ensinam e forma, que aquecem o coração, com esperança ou com lágrimas. Lembro de ser reeducado para o sofrimento, para a dor, a aprender a amar o amor.


O "essencial é invisível aos olhos" foi o que mais me tocou, porém, mais até que toda a ideia do 'cativo' envolvendo o pequeno príncipe e a raposinha. Não se trata de credulidade, ou de metafísica, mas de uma valorização dos sentimentos como poucos puderam defender de forma mais simples. Nem Goethe.

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